NOTÍCIAS

ABPM defende diálogo entre governo e especialistas do setor

13 de setembro de 2012

“Que seja aberto o diálogo e o governo ouça os especialistas e as instituições organizadas do setor sobre o que se pretende fazer”. Foi o que defendeu o presidente da ABPM (Associação Brasileira d

“Que seja aberto o diálogo e o governo ouça os especialistas e as instituições organizadas do setor sobre o que se pretende fazer”. Foi o que defendeu o presidente da ABPM (Associação Brasileira das Empresas de Pesquisa Mineral), Elmer Prata Salomão, durante a mesa-redonda “O Novo Marco Regulatório da Mineração no Brasil”,promovido pela entidade em São Paulo, no dia 11 de setembro. Para o dirigente, caso seja enviada ao Congresso Nacional uma proposta elaborada apenas nos gabinetes, sem a participação de quem vive o dia a dia do setor, o resultado poderá ser negativo. “No Congresso há muitos interesses paroquiais e o que entra torto pode sair enviesado”. Ele contestou a afirmação do ministro Edison Lobão, feita a um jornal, de que o setor não seria prejudicado com a suspensão da concessão de títulos minerários, porque, segundo o ministro, já havia demasiados títulos concedidos. Lembrando que existem atualmente no DNPM 174 mil processos ativos, Salomão disse que é normal se ter um grande número, “porque as estatísticas mostram que de 1.000 requerimentos de pesquisa, apenas um se transforma em mina”. Mesmo assim, afirmou, ainda há 35% do território sem qualquer título minerário. “O governo tem que valorizar o investimento prévio, na fase de pesquisa, que é de alto risco, e não criar medidas que afastem esses investimentos”, disse. O dirigente lembrou que o setor tem programados investimentos de US$ 75 bilhões para os próximos anos, que poderão não se confirmar se houver mudanças nas regras do jogo. Ele criticou a intenção do governo de acabar com a transação de direitos minerários, sob o argumento de dar fim à especulação. “Mas o governo pretende leiloar as áreas que considera prioritárias, o que significa que leva quem der mais. Ou seja, a especulação continuará, só que passará a ser feita pelo poder público, o que é preocupante”. Elmer Salomão disse também que a entidade que preside não é contra a criação de uma agência reguladora para o setor, nem de um conselho de mineração, “desde que seja paritário, com representantes da sociedade civil”. E manifestou o temor de que o contrato de lavra por tempo determinado possa “estimular a lavra predatória e inibir investimentos na ampliação das reservas nas áreas concedidas”.

 

Fonte: Brasil Mineral

Compartilhe:

LEIA TAMBÉM



Mining Hub abre inscrição para 15 desafios de inovação

3 de novembro de 2020

O  Mining Hub – primeiro hub de inovação aberta no mundo, subsidiado por 22 mineradoras e 16 fornecedores, abre inscrições…

LEIA MAIS

IBRAM lança manual de boas práticas para promover avanços em diversidade, equidade e inclusão na mineração

2 de abril de 2025

Publicação reúne cases de mineradoras associadas, destacando ações concretas de promoção da equidade de gênero, inclusão de PcDs e combate…

LEIA MAIS

CBPM e IBRAM firmam parceria para organização de eventos com empresários da mineração baiana

28 de janeiro de 2020

O CBPM Convida, evento mensal promovido pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), recebeu um reforço de peso para as próximas…

LEIA MAIS