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Brasil mostra oportunidades aos árabes

7 de novembro de 2012

rnO Brasil é um dos países que ainda resistem à crise econômica mundial, um dos poucos que deverão crescer em 2013 e que ainda pode fortalecer sua presença no Oriente Médio. Estes foram alguns dos temas

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O Brasil é um dos países que ainda resistem à crise econômica mundial, um dos poucos que deverão crescer em 2013 e que ainda pode fortalecer sua presença no Oriente Médio. Estes foram alguns dos temas apresentados a uma plateia de cerca de 200 pessoas nesta terça-feira (06), em Dubai, no seminário “Invest & Trade in Brazil”, em que sete palestrantes apresentaram as oportunidades de negócios no País. O evento foi organizado pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira e a editora CPI, que publica a revista Trade and Export.

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O diretor para grandes corporações no Oriente Médio do banco HSBC, David McGee, afirmou que o Brasil, assim como outros países em desenvolvimento, tem potencial para crescer mesmo em um cenário econômico adverso. Ele disse, contudo, que o protagonismo que sempre se esperou do País chega tarde. “O país do futuro chegou um pouco atrasado, mas mesmo com as nuvens negras sobre a economia global, tem potencial de crescimento. As expectativas para 2013 são muito boas”, afirmou à ANBA.

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De acordo com previsões do HSBC, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deverá crescer 1,7% neste ano e 3,8% em 2013. As exportações deverão registrar queda de 2,8% em 2012, mas terão um aumento de 6,4% em 2013. Em sua palestra, McGee comparou o passado de alto endividamento e instabilidade política com o momento atual, em que o Brasil se destaca por ter uma economia equilibrada e um crescimento econômico promovido pelo consumo da população.

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Representante do Banco do Brasil para o Oriente Médio, Norte da África, Turquia e Índia, Carlos Machado lembrou que o Brasil obteve a estabilidade financeira a partir do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Ele acrescentou que a partir de 2003, quando o também ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou posse, o Brasil fortaleceu o relacionamento com os árabes. Machado disse que o atual governo, da presidente Dilma Rousseff, está comprometido com a redução dos juros e que os bancos públicos se esforçam para garantir crédito mais barato à população.

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O vice-presidente comercial da Emirates SkyCargo, Robert Siegel, afirmou que as operações cresceram rapidamente no Brasil desde que a Emirates inaugurou a rota de passageiros para São Paulo, em outubro de 2007. Desde então, a companhia passou a operar só com cargas para o aeroporto de Viracopos, em Campinas, e inaugurou voo de passageiros para o Rio de Janeiro. Esta rota, assim como a que segue para São Paulo, também transporta cargas.

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Segundo Siegel, o transporte de cargas no Brasil cresceu nos últimos três anos. Enquanto isso, o volume transportado caiu nos principais centros de distribuição europeus. A queda registrada em Frankfurt em 2011 foi de 11,3%; em Paris foi de 9,7% e, em Amsterdam, de 3,2 %.

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Diretor geral regional da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Sidney Alves Costa disse que o fluxo comercial entre o Brasil e os Emirados Árabes Unidos cresceu desde 2003, quando o ex-presidente Lula visitou o Oriente Médio. “Desde então, vemos claramente o aumento das exportações e a melhoria das relações entre os dois países. Além do aumento de exportações de alimentos, houve diversificação dos produtos exportados, como cosméticos e aviões. Nós vemos Dubai como um hub (centro de distribuição) não só logístico, mas também financeiro. Por isso estamos aqui.”

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O embaixador do Brasil em Abu Dhabi, João de Mendonça Lima Neto, afirmou que o Brasil não pode ser comparado à China e à Índia, pois tem características diferentes de crescimento, e que a prioridade do governo é o investimento na infraestrutura de portos, aeroportos e rodovias. Ele também destacou a redução da taxa de juros promovida nos últimos meses e a desvalorização do real em comparação com o dólar, que melhoram as condições para fazer negócios com o País.

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Também participaram do seminário o CEO da Dubai Exports, Saed Al Awadi, que abriu o evento destacando o aumento das relações comerciais entre os países, e o vice-presidente sênior de vendas globais da EZW, empresa que controla a zona franca de Jebel Ali, Adil Al Zaroony, que deseja atrair mais empresas brasileiras para o local.

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O diretor geral da Câmara Árabe, Michel Alaby, apresentou a palestra “Por que Brasil?”. Ele mostrou que as exportações e importações cresceram nos últimos dois anos entre o Brasil e os Emirados e afirmou que as vendas para as nações do Conselho de Cooperação do Golfo (GCC) também estão crescendo. Alaby falou sobre as oportunidades de investimento em telecomunicações, rodovias, mineração e portos.

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Para Alaby, o evento cumpriu sua missão de apresentar o Brasil como oportunidade de negócios para os árabes. “As pessoas se interessaram e fizeram muitas perguntas sobre o Brasil. Isso mostra que devemos promover esse seminário em mais ocasiões”, disse. Editora sênior da editora CPI, Aparna Shivpuri Arya disse que, assim como Rússia, China e Índia, o Brasil é um dos países que apresentam mais oportunidades de crescimento e desenvolvimento de negócios.

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Fonte: Brazil Modal

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