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CBMINA realizará workshop sobre gestão de segurança de processo

5 de abril de 2021

Workshop acontece na mesma data em que se comemora o Dia Internacional da Saúde e Segurança Ocupacional

A gestão de segurança de processo é necessária em praticamente todos os segmentos industriais, já que, mesmo com baixa probabilidade de acontecer acidentes deste tipo, quando ocorrem, são, na sua maioria, de consequências graves. As evoluções e as descobertas na segurança de processo na mineração serão temas de workshop durante a 10ª edição do Congresso Brasileiro de Minas a Céu Aberto e Minas Subterrâneas (CBMINA), no dia 28/4, das 10h às 12h.

Para participar gratuitamente do CBMINA clique em https://ibram.org.br/evento/10-cbmina/. Até o momento, são mais de 700 inscritos. Apenas os minicursos terão inscrição a preços acessíveis. São quatro opções em áreas como geoestatística, tecnologias digitais para o planejamento de mina, riscos em saúde e segurança ocupacional e gerenciamento de riscos geotécnicos. Os minicursos serão conduzidos por renomados especialistas do setor mineral nacional e internacional. Veja a programação completa no link https://ibram.org.br/wp-content/uploads/2021/01/Minicursos-breves-descritivos-1.pdf.

“É muito importante termos a segurança de processos sendo debatida neste fórum. O interesse pelo tema só aumenta e várias descobertas são feitas, de forma que os riscos passam a ser melhor controlados. A sociedade precisa entender melhor e participar do processo. Todos têm como contribuir para sua gestão. Quando falamos em riscos de processos, os impactos são tão relevantes que podem atingir a sociedade como um todo”, afirma o moderador do workshop e especialista sênior em segurança de processo da Usiminas, Eduardo Barbosa Almeida.

O gerenciamento de segurança de processo é um programa que visa minimizar o risco de acidentes causados por falhas na integridade dos equipamentos e estrutura. Envolve todos os setores e funcionários de uma empresa e exige uma abordagem integrada que engloba liderança, gestão do conhecimento, métricas, cultura de segurança e auditoria, refletindo diretamente na sustentabilidade das organizações.

Segundo Almeida, os 4 pilares que o Center for Chemical Process Safety (CCPS) define como básicos para o sistema de gestão são: comprometimento com segurança de processo; entendimento de perigos e riscos; gestão de risco; e o aprendizado com experiência. “Esses pilares guiam as empresas nos 20 elementos para a construção do sistema. As empresas devem avaliar e iniciar o processo com aqueles que podem causar maior impacto na redução dos riscos de processo”, afirma Almeida.

O workshop ocorrerá na mesma data em que se comemora o “Dia Internacional da Saúde e Segurança Operacional”, data representativa para o setor mineral. Para Almeida, os investimentos realizados pela mineração em segurança de processo contribuem para a constante melhoria da prática. “Este movimento é crucial para que se reduza os riscos e torne a gestão ainda mais eficiente”.

Sobre o CBMINA 

Estão abertas as inscrições gratuitas para a 10ª edição do Congresso Brasileiro de Minas a Céu Aberto e Minas Subterrâneas (CBMINA). O Congresso organizado pelo IBRAM, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), será 100% online e ocorrerá nos dias 28 e 29 de abril. Apenas os minicursos terão inscrição paga.

O evento será constituído de conferência magna, plenárias, sessões técnicas, workshops, debates, apresentação e premiação de trabalhos técnicos relativos à mineração. Além disso, também terá um espaço para exposição de marcas, produtos e equipamentos por parte dos patrocinadores.

Entre as principais finalidades do evento está a promoção de um intercâmbio de ideias entre estudantes, professores, pesquisadores, autoridades, executivos e profissionais ligados ao setor mineral. A principal ideia é que os interessados apresentem publicamente novas proposições e abordagens para evolução constante da atividade mineral brasileira.

Acesse a programação e faça a sua inscrição no site https://ibram.org.br/evento/10-cbmina/.

Veja a entrevista completa com o especialista em Segurança Processo Sênior da Usiminas, Eduardo Barbosa Almeida

Crédito: arquivo pessoal

 

IBRAM: Quais os principais pontos devem ser considerados nos programas de  Segurança de Processo? 

Um sistema de gestão de segurança de processo é muito similar aos demais sistemas que tratam de gestão de riscos, os modelos existentes, seja o do CCPS (Center for Chemical Process Safety ) ou da OSHA (Occupational Safety and Health Administration), por exemplo, estabelecem pilares e práticas que visam uma boa gestão dos riscos. No caso do CCPS orienta-se para ser baseado em riscos. Isso quer dizer que a visão do risco e a priorização por este item dos recursos que o sistema vai necessitar é fundamental. Os 4 pilares que o CCPS definem como básicos para o sistema de gestão são: comprometimento com segurança de processo; entendimento de perigos e riscos; gestão de risco; e aprendizado com experiência. Esses pilares guiam as empresas nos 20 elementos para a construção do sistema. As empresas devem avaliar e iniciar o processo com aqueles que podem causar maior impacto na redução dos riscos de processo.

 

IBRAM: A Mineração do Brasil está em constante evolução e, além da sustentabilidade, a segurança operacional é um dos principais pilares no crescimento do setor. Como você avalia a evolução no gerenciamento de segurança de processo? 

A segurança do processo iniciou-se a partir dos grandes acidentes da indústria química na década de 1980, no entanto, esta visão de segurança é necessária em praticamente todos os segmentos industriais. Trata-se de uma visão da gestão de riscos complementar às gestões de segurança ocupacional e ambiental que a maioria das empresas já possui de forma estruturada. Uma empresa ou segmento com visão de sustentabilidade precisa investir fortemente na gestão dos riscos de processo, pois os acidentes deste tipo são de baixa probabilidade, mas são, na sua maioria de consequências graves (vide os acidentes na indústria química: Bhopal, Piper Alfa, Macondo). A mineração incorporou a visão da segurança de processos e investe constantemente para melhorar ainda mais esta prática. Este movimento é crucial para que se reduza os riscos e torne a gestão ainda mais eficiente.

 

IBRAM: Segurança de Processo envolve todos os setores e funcionários de uma empresa. Quais os maiores desafios para o gerenciamento dos programas?

A gestão de riscos envolve todo o corpo da empresa. Evidentemente são funções e visões diferentes, mas, muitas vezes, decisões ou mudanças feitas longe do processo produtivo têm grande impacto na segurança do processo. O primeiro pilar do CCPS “Comprometimento com Segurança de Processo” é associado à cultura de segurança e a quanto todos da organização estão realmente comprometidos com a segurança, o conhecimento básico do que são os riscos de processo e o impacto que minha atividade pode ter em razão destes riscos.

 

IBRAM: Qual a importância de debater sobre o tema no CBMINA, evento que promove um intercâmbio de ideias entre estudantes, professores, pesquisadores, autoridades, executivos e profissionais ligados ao setor mineral?

É muito importante termos a segurança de processos sendo debatida neste fórum. O interesse pelo tema só aumenta e várias descobertas são feitas, de forma que os riscos passam a ser melhor controlados. A sociedade precisa entender melhor e participar do processo. Todos têm como contribuir para sua gestão. Quando falamos em riscos de processos, os impactos são tão relevantes que podem atingir a sociedade como um todo.

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