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A mineração empresarial brasileira direciona para a Amazônia investimentos de R$ 56 bilhões (cerca de US$ 28 bilhões) até 2016 na implantação e expansão de projetos – incluindo extração e transformação – que elevam a capacidade produtiva do Brasil perante seus concorrentes internacionais.
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Segundo o Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM – www.ibram.org.br), os empreendimentos minerais seguem os preceitos de sustentabilidade consagrados mundialmente, ou seja, aliam retorno financeiro com responsabilidade social e atenção especial aos recursos naturais.
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Outra característica marcante dos projetos empresariais na Amazônia é a verticalização da produção, em que se busca extrair e processar industrialmente o minério antes de ser comercializado, caso da cadeia do alumínio.
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Com isso, a indústria mineral abre na região Norte grandes oportunidades para contratação e formação de mão de obra local, bem como de rede de fornecedores nas proximidades dos empreendimentos, estimulando a economia regional. Em termos de geração de emprego, dados do DIEESE revelam que nos primeiros nove meses de 2012, a indústria mineral criou cerca de 2.000 postos somente no Pará.
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As novas oportunidades são diversas. Entre elas, a duplicação da mina de Carajás (PA) – uma das maiores de minério de ferro – pela Vale S.A., empreendimentos de cobre próximos a Parauapebas (PA), e o projeto Alumina Rondon, da companhia Votorantim (em Rondon do Pará), que consumirá mais de R$ 6 bilhões (cerca de US$ 3 bilhões) em investimentos. Na área da Amazônia Legal surgem empreendimentos em estados como Mato Grosso, Tocantins e Amazonas e cerca de 60 pequenas empresas de pesquisa mineral vasculham o subsolo por jazidas de ouro na área do rio Tapajós.
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Sustentabilidade dá retorno
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Implantar projetos sustentáveis, seja na Amazônia ou em outra região do Brasil, é ainda dispendioso, porém, “obrigatório” para o setor mineral. Além de ser um investimento consciente, de respeito tanto à natureza quanto ao ser humano, a sustentabilidade empresarial é garantia de oportunidades nos mercados brasileiro e internacional de minérios.
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Na visão do IBRAM, o investimento em sustentabilidade é plenamente amortizado ao longo dos anos e oferece retorno às empresas e à sociedade.
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“Somente analisando sob o ponto de vista ambiental, a empresa sustentável emitirá menos gases de efeito estufa, reutilizará quase 100% de água, manterá os ativos florestais, preservará a natureza no entorno do projeto, recuperará áreas mineradas. Enfim, ela mesma se beneficiará dessa atitude responsável”, diz o Diretor-Presidente do IBRAM, José Fernando Coura. O executivo abriu ontem (05) a EXPOSIBRAM Amazônia 2012 (www.exposibram.org.br), evento que reúne a Exposição Internacional de Mineração da Amazônia e o 3º Congresso de Mineração da Amazônia. A EXPOSIBRAM Amazônia será realizada até 8 de novembro, no Hangar, em Belém (PA).
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Para selar o compromisso com a mineração sustentável no Brasil, o IBRAM prepara para 2013 o lançamento de novidades, tais como:
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– guia de boas práticas sobre fechamento de mina, que, em suma, significa o planejamento da etapa final de um projeto mineral – algo que tem que ser detalhado antes mesmo da implantação de qualquer mina;
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– lançamento de livro que apresenta o maior estudo sobre a evolução das práticas de sustentabilidade do setor mineral brasileiro em 20 anos, com foco na gestão dos aspectos de sustentabilidade dos projetos. O levantamento foi previamente discutido na Rio+20, em junho deste ano. De acordo com os resultados, o IBRAM delineará melhor sua atuação – e a de seus associados – em relação à sustentabilidade;
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– lançamento da 2ª edição do Inventário de Emissão de Gases de Efeito Estufa do Setor Mineral. O primeiro inventário abordou 10 tipologias minerais e identificou que a mineração é baixa emissora nos processos de lavra, de beneficiamento físico e de transporte interno de minérios. O segundo estudo avaliará 20 tipologias minerais e está plenamente aderente às políticas públicas brasileiras relacionadas às mudanças climáticas.
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Infraestrutura é gargalo
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O principal entrave à expansão da mineração sustentável na Amazônia, segundo o IBRAM, é a carência de infraestrutura, em especial, que facilitem o transporte. Há projetos que exigem das mineradoras investimentos próprios em malhas ferroviárias, portos e rodovias, o que encarece o custo dos projetos e o preço de venda dos minérios, por consequência.
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“O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prevê a implantação de infraestrutura de transporte na Amazônia, inclusive hidroviária, porém, há projetos que demandam ações mais urgentes. Além do governo federal, os governos estaduais e municipais são importantes parceiros para que a mineração possa expandir sua ação e contribuir para o desenvolvimento local e regional”, diz Fernando Coura.
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A falta de mão de obra qualificada é outro inibidor de um crescimento mais acelerado dos projetos minerais sustentáveis na Amazônia. Há empresas que buscam parcerias com entidades de classe, como CNI – Confederação Nacional da Indústria, e também com o Sistema S (exemplo do Senai), para qualificar trabalhadores, mesmo que situados longe dos grandes centros urbanos..
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“Esta iniciativa das mineradoras objetiva fortalecer o projeto com o máximo possível de mão de obra local e, com o passar do tempo, esta ação atrai até a instalação de redes de ensino superior para formar futuros profissionais. Isso tem ocorrido em cidades paraenses como Juruti, Marabá, Santarém e Paragominas. Ou seja, a indústria mineral constitui uma atividade produtiva que traz muitas vantagens para a sociedade”, acrescenta Fernando Coura, que atuou mais de dez anos na Amazônia como engenheiro de minas e também como dirigente em mineradoras.
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Fonte: IBRAM – Profissionais do Texto
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