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Pimentel vê Brasil e Argentina como 3º mercado global

28 de novembro de 2012

rnO ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse ontem, durante discurso no primeiro dia da 18ªª Conferência Industrial Argentina, em Los Cardales, a 70 quilômetros de Buenos

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O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse ontem, durante discurso no primeiro dia da 18ªª Conferência Industrial Argentina, em Los Cardales, a 70 quilômetros de Buenos Aires, que a indústria mundial está em processo de profunda transição.

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“Estamos vivendo nesse momento uma profunda transformação do tecido industrial da economia”, agregando que Brasil e Argentina podem ter papel de protagonistas nesse processo.

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“A industria do século XX não será a mesma desse século. Brasil e Argentina, juntos, podem ser nos próximos anos o terceiro maior mercado do mundo, considerando que a China deve continuar com sua posição”, afirmou o ministro. “Temos que nos adaptar rapidamente, porque o eixo mundial já está mudando.”

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“Temos a Ásia como grande personagem, a União Europeia marginalizada e os Estados Unidos recuperando o fôlego. Ao nosso continente cabe o desafio de não aceitar o papel de ser apenas fornecedor de commodities agrícolas”, disse.

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Para o encerramento da conferência, previsto para hoje, estão previstas as presenças das presidentes Dilma Rousseff e Cristina Kirchner. Dilma deve trazer uma mensagem de otimismo sobre a relação bilateral, embora o governo brasileiro esteja disposto a pressionar a Argentina para mudar o desvio de comércio provocado pelo protecionismo do país vizinho.

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Na comparação entre as importações argentinas de junho a setembro de 2011 e de 2012, a parcela de produtos vendidos pelo Brasil caiu de 28,6% para 24,6%, enquanto subiram as fatias de mercado ocupadas pelos países da América do Norte (de 13,5% para 17,3%), da União Europeia (de 15,1% para 17,3%), e da China (2,5% para 3,1%).

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Nos últimos dois anos, o Brasil aportou US$ 6 bilhões em investimentos diretos para a Argentina, em setores comomineração, têxtil e construção civil. Projetos de construção de plantas produtivas argentinas no Brasil somam mais de US$ 3 bilhões nos últimos dois anos. Os principais investimentos foram em usinas de energia eólica e na produção de aço.

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Durante a conferência, empresários brasileiros e argentinos expressaram repetidamente preocupação com o crescimento chinês e a primarização da industria com ênfase na exportação de commodities

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“A consolidação da China como maior potência exportadora do mundo e a integração produtiva asiática, formada por uma complexa e articulada rede de comércio e de investimentos, pressionam nossos setores produtivos a buscarem formas de se diferenciarem”, disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Andrade.

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Fonte: Valor Econômico

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