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FINEP E BNDES SELECIONAM PROJETOS DE MINERAÇÃO

30 de janeiro de 2018

Pouco mais de dois anos após o rompimento da barragem da Samarco, em Mariana (MG), os projetos de redução de riscos e impactos ambientais são os campeões de financiamentos na área de pesquisa e inovação mineral, segundo a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os dois órgãos divulgaram ontem a lista dos projetos aprovados na segunda etapa do Inova Mineral, programa de fomento focado na área de pesquisa, desenvolvimento e inovação em mineração. De 50 propostas, 19 foram selecionadas no edital, num valor total de R$ 1,4 bilhão.

Sete dos projetos aprovados referem-se à redução e mitigação de riscos e impactos ambientais, uma das cinco linhas de pesquisas previstas. Essas sete propostas escolhidas vão receber somados R$ 1 bilhão. Entre eles, os que reaproveitam rejeitos e evitam, assim, a necessidade de barragens em projetos. “Era de se esperar mais projetos de ambiente. Após Mariana, criamos linha específica para isso”, disse Maurício Syrio, superintendente de Inovação em Indústria, Engenharia e Serviços da Finep.

Dos projetos sobre ambiente, a empresa Tecnored Desenvolvimento Tecnológico, ligada à Vale, teve dois projetos aprovados, no valor de R$ 800 milhões. Outra linha de pesquisa em destaque foi a de minerais estratégicos, chamados “portadores de futuro”. É o caso de cobalto, grafita, lítio, silício (grau solar) e titânio. Cinco propostas foram aprovadas, no valor de R$ 290 milhões. Essa linha foi a segunda mais concorrida, com 11 projetos recebidos.

As outras três linhas do Inova Mineral são de tecnologias de mineração (três propostas aprovadas); de desenvolvimento e produção pioneira de máquinas, equipamentos, softwares e sistemas (três); e de minerais estratégicos com elevado déficit comercial: fosfato e potássio (um projeto aprovado). As empresas selecionadas devem começar a receber desembolsos neste ano. Na primeira etapa, o Inova financiou projetos com R$ 737 milhões, parte com recursos reembolsáveis e parte não.

Valor Econômico
Autor: Bruno Villas Bôas

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